O teatro brasileiro é mal trabalhado. Não se incentiva o povo a gostar desse tipo de arte. Se na primeira vez que uma pessoa vai ao teatro, e com uma pré-impressão ruim, e por azar, não gosta da peça; dali em diante fará um pré-julgamento de todas as outras apresentações sem nunca mais voltar ao teatro. É como ler o primeiro livro. Se gostou, a chance de ler outros depois é enorme. O teatro é caro, por isso inacessível ao povo. Os artistas reclamam da falta de público, mas também não procuram um caminho pra ela se popularizar, e se espalhar. No fundo, até gostam que a frequência seja de elite. Dá status, dá nome. No teatro só se vê pessoas muito bem vestidas. Roupas caras. Vestimenta que fica impensável num ônibus lotado de gente, você sendo amarrotado por uns trinta minutos ou mais. Ou seja, teatro não é coisa de pobre. Até que alguns heróicamente tentam. Produzem peças baratas, com atores amadores. Mas esses tipos de peças não caem no gosto do público, sempre tem um pra falar, que os da capital são outro papo, é outro nível. E de fato é. Os atores profissionais, os globais, pra tentar estimular o teatro a crescer, ou pelo menos proporcionar um pouco de cultura para a população carente de tudo; fazer pequenas apresentações em cidades do interior. Principalmente cidades desprovidas de teatro. Alegarão altos custos. Mas quem sabe alguns governos municipais se mostrem dispostos a colaborar. É questão de pelo menos tentar. |
sábado, 2 de maio de 2009
Teatro
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